Forças que transformam o varejo
VoltarHonório Pinheiro - Presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará
A estabilidade econômica dos principais países da América Latina - em especial o Brasil - e a atenção dos governos no controle da inflação têm deixado cada vez mais evidentes as forças transformadoras do varejo.
A evolução das pessoas e das organizações passa por fases, e estas, ao se transformarem, geram novos ambientes e ditam as regras para que o varejo possa saber o que pode e o que não pode fazer.
Na economia, o consumidor tem necessidades e busca soluções que geram formatos modificados de acordo com as políticas sociais de transferências monetárias em cada região.
Renda, emprego, crédito e confiança são vetores que determinam o ciclo econômico que desafia o varejo para uma renovação na qual o consumidor se transforma em comprador.
A crescente urbanização traz profundas mudanças regionais. A população urbana se modifica rapidamente com consequências demográficas para o varejo, modificando os formatos das lojas para atender um consumidor urbano com famílias menores, com maior maturidade, com decisões críticas que lhe oportunizam definir escolhas de sortimento, embalagens, entre outras.
O acesso à tecnologia faz consumidores mais informados e exigentes, com estrutura familiar e estilo de vida dentro de necessidades individuais jamais vistas.
O consumidor, que hoje é comprador, quer novas respostas para suas necessidades. A telefonia móvel segue em crescimento disponível a toda hora e em qualquer lugar, influenciando nas decisões de consumo.
O varejo ainda pode se transformar num agente disseminador das práticas sustentáveis. para que isso aconteça é necessário o desenvolvimento de ações educativas voltadas aos funcionários e consumidores.
O varejo é hoje definido por forças transformadoras que são a economia, a tecnologia, a sustentabilidade, o consumidor e a demografia. As empresas do varejo precisam criar um diferencial a partir da construção de sólidas parcerias com a cadeia de abastecimento, tornando-se eficientes e modernas, aproveitando as inovações da tecnologia para seus clientes criando com estes vínculos mais estreitos.
Essa transformação econômica e social que hora vive o nosso setor deverá trazer novos formatos para lojas de tamanho menor e lojas especializadas.



