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(DN) Projeto para o Centro chega à Câmara hoje

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Requalificação da área central da Cidade foi tema de reunião entre lojistas, Sefin e Câmara Municipal
Fac-símile da matéria publicada em 11/08/2010 pelo Diário, com exclusividade, antecipando o projeto de formalização

Vereador Salmito Filho prevê tramitação normal da matéria que contempla ordenamento do Centro, sem urgência

Com cerca de três mil vendedores ambulantes operando livremente no "Centrão" da cidade, a grande maioria sem quaisquer identificação ou ordenamento, e com apenas 300 reconhecidos como permissionários, a Prefeitura de Fortaleza já tem pronto um projeto para requalificação comercial da área compreendida entre as Praças do Ferreira e José de Alencar e as ruas Pedro Pereira e São Paulo. O projeto, que se encontra nas mãos da prefeita Luizianne Lins, prevê a realocação dos camelôs para áreas específicas da cidade, para outros centros de negócios, a partir da identificação de cada um, do tipo, do número de itens e da quantidade de mercadorias que comercializam.

"Há um projeto para o Centro, que já está no gabinete (da prefeita), que contempla a retirada (dos ambulantes) de forma mais ordenada, legal e simpática", confirmou ontem, a secretária executiva da Secretária Especial do Centro, Ana Nery Azevedo. Sem antecipar data para início da operação, Ana Azevedo disse apenas que 200 novos fiscais, começam a ser treinados em outubro e que até o fim do ano estarão prontos, mas para atuar em toda a cidade, distribuídos em todas as secretarias executivas regionais.

Desses, 50 irão atuar na vigilância sanitária e 150 no controle urbano, no meio ambiente, na defesa do consumidor e na fiscalização dos transportes e da regulação. Concursados recentemente, eles serão capacitados para atuar em toda a cidade. Além dos fiscais, outras 70 pessoas serão terceirizadas pela Prefeitura para atuarem como "auxiliares" de fiscalização, especificamente na área central.

"Fortaleza só conta com 80 fiscais para o controle urbano e desses apenas 13 atuam no centro. Dessa forma é difícil dar conta dos problemas da área", reconheceu a executiva, durante reunião realizada na tarde de ontem, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL), quando estiveram reunidos lojistas e representantes da Prefeitura de Fortaleza, da Fecomércio, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Instituto de Cooperação Financeira do Banco Mundial (IFC). "O projeto deve ser executado nesses próximos dois anos. É o mínimo que podemos fazer", disse Nery, ao reconhecer o "caos" instalado no comércio do centro da cidade, o que tem gerado críticas e reclamações recorrentes por parte dos empresários formais do bairro.

Empresa fácil

A ação de requalificação do "Centrão" é parte do projeto Empresa Fácil, que prevê a formalização dos ambulantes e de micro e pequenas empresas e a simplificação do processo de abertura das MPEs a partir da inscrição no programa federal, Empreendedor Individual (EI).

Encaminhados à Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), os dois projetos de lei complementar, que buscam viabilizar o Empresa Fácil, serão lidos hoje, em plenário. "A iniciativa é boa, porque estimula o empreendedorismo, mas não há como estabelecer prazos para ser aprovado", definiu o presidente da CMF, o vereador Salmito Filho, antecipando que os projetos seguirão os trâmites normais do Legislativo Municipal, sem pressa para serem votados. "Minha postura será a de não me envolver na tramitação", disse.

Apoiador dos projetos, o presidente da CDL Fortaleza, o empresário Freitas Cordeiro, avalia que "este é o momento propício para aprovação, dada a manifestação de boa vontade do poder público". Ele disse que reconhece a complexidade do problema da informalidade do comércio, mas acredita que com vontade política e fiscalização efetiva pode ser resolvido.

O Empresa Fácil conta com o apoio do IFC, que já aplicou o modelo proposto, em 175 cidades mundo afora, além de São Paulo e Teresina. A perspectiva da assessora do IFC, Anita Fiori, é a de que, em cinco anos, sejam formalizadas mais de 19 mil micros empresas em Fortaleza, além do que o tempo para abertura caia de 85 para três dias. Para tanto, o programa I.Cad deve ser aplicado.

CARLOS EUGÊNIO
REPÓRTER

Fonte: 

jornal DIÁRIO DO NORDESTE

Postado por: 

Dégagé