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(DN) Obras da Fuhrländer em março

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Orçada em R$ 20 milhões, a fábrica de aerogeradores da Fuhrländer, que será localizada no Pecém, contará com torres de 140 metros de altura

Rio de Janeiro/Fortaleza. Em julho do ano passado, o Diário do Nordeste informou que a alemã Fuhrländer, fabricante de aerogeradores, pretendia iniciar ainda em novembro de 2011 a construção de uma fábrica, orçada em R$20 milhões, no Complexo Industrial do Pecém. Devido a problemas no cronograma, porém, o prazo acabou adiado e as obras só devem acontecer em março deste ano.

A Fuhrländer tem um terreno de 20 hectares no local há anos, que inclusive já foi terraplenado, mas ainda esperava fechar contratos para iniciar a construção e entrar no mercado de vez.

Atualmente, a empresa que será responsável por erguer a planta no Pecém está na Alemanha, para conhecer os padrões da Fuhrländer em suas unidades. Em paralelo com o início das obras, acontecerão treinamentos locais para preparar a mão de obra que será necessária para a produção.

"Participamos do leilão de agosto e de dezembro (do ano passado) e fomos bem-sucedidos em ambos. Agora, vamos trabalhar com força para o próximo. Temos em torno de 400MW (em contratos de fornecimento) fechados, o que garante o início da fábrica. Precisávamos, desde o início, ter uma cadeia de projetos, um mercado assegurado", explica o gerente de projetos da empresa, Newton Lima, ao Jornal da Energia.

Produção

A unidade cearense terá uma capacidade de produção de 20 aerogeradores por mês quando estiver em plena operação, o que deve acontecer em 2014.

Os equipamentos sairão da unidade, inicialmente, com um índice de nacionalização de 65%, o que já permite que os compradores obtenham financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A meta é, ainda em 2013, chegar a 80% de nacionalização. O executivo garante que a Fuhrländer chega preparada para o cenário de baixos preços da energia eólica no País e diz que a tecnologia diferenciada - com torres entreliçadas de 140 metros de altura - permite uma forte competitividade. Ainda assim, ele comemora a ligeira alta nas tarifas registradas no último certame, o A-5.

"A tendência foi positiva. O preço chegou realmente ao chão, ao fundo do poço, e tem que haver uma visão responsável sobre isso, para que as pessoas não ofereçam uma tarifa que lá na frente não vão poder cumprir. A alta no valor é boa para o fabricante, para o processo eólico e para o País, que confia nessa energia", resume Lima.

Questionado sobre planos para uma segunda planta no Brasil, para atender projetos na região Sul, Lima diz que a empresa hoje tem 100% de seus negócios fechados com eólicas no Nordeste. O executivo, porém, não descarta o movimento, mas prefere manter a cautela. "A Fuhrländer é uma empresa que dá um passo de cada vez", explica.

Fonte: 

jornal DIÁRIO DO NORDESTE

Postado por: 

Dégagé